sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Uma coisa que sempre quis fazer, mas nunca fiz

Mais uma vez atrasando no dia de postar (sorry!), por motivos de estágio/faculdade. No texto de hoje, irei contar para vocês, um dos meus maiores sonhos, algo que eu gostaria MUITO de fazer, porém ainda não fiz, como já diz no título.
Na minha infância, e uma parte da adolescência sempre fui uma pessoa muito medrosa, isso incluía o medo de altura, então pensar visitar lugares altos não acontecia! Mas um dia, que eu não me lembro qual, só sei que já faz certo tempo, surgiu à vontade de escalar o Monte Fuji, isso mesmo, aquele vulcão adormecido que se encontra no Japão.
A partir de então, passei a sonhar com isso, pesquisar relatos de pessoas que já haviam ido, salvar fotos, e todas as coisas que fazemos quando queremos muito uma coisa. Não são todas as pessoas que me conhecem que sabe sobre isso, até porque às vezes eu fico pensando se um dia irei de fato ver o nascer do sol, ou se pôr, do topo do Monte <3
Na verdade, sempre quis conhecer o Japão, pois sou descendente e acho uma cultura muito interessante, mas não tenho vontade de morar lá (hahaha).

O texto faz parte do projeto #umafotoumahistoria, com parceria do blog Garotas sem Controle, não deixem de ver o texto delas! A foto foi escolha, também, pelo fato deste mês maravilhoso ser início da primavera.

Ah, comentem o que vocês queriam fazer, mas ainda não fez! Quero muito saber!


Beijinhos, até logo <3

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

O Lado bom da Vida (Matthew Quick)

ISBN: 978-85-8057-277-3
Título Original: The Silver Linings Playbook
Tradução: Alexandre Raposo
Cidade/editora: Rio de Janeiro/Intrínseca
Ano de Publicação: 2012
Páginas: 256
Submarino - Skoob

Pat People, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele lugar ruim, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um tempo separados.
Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.
Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.
O livro inicia-se com a saída de Pat do “lugar ruim”, que se trata de um hospital psiquiátrico. O motivo de ter ido parar lá lhe é desconhecido, assim como o tempo que passou lá dentro, apenas sabe-se que a partir de então, sua vida é um filme criado por ele mesmo, e que o tempo separado de sua esposa Nikki, está próximo de acabar, se esforçando muito para que isso aconteça.
 
       Pat tem o temperamento muito forte, e uma das maneiras de suportar os acontecimentos ruins é treinando na academia que foi montada no porão da sua casa. Sua mãe tenta protegê-lo omitindo e escondendo tudo o que lhe diz a respeito de sua vida no passado. Já a relação com o pai é péssima, pois ele só conversa com Pat nos dias de jogos, quando cantam junto o hino do time e comentam os passes dos jogadores, porém seu humor dependerá do resultado do jogo.

            Os únicos amigos são o casal, Ronnie, Verônica e a filha Emily, seu irmão mais novo e a irmã de Verônica, Tiffany, com quem mantém uma amizade estranha e passa a correr todas as tardes.
            O que mais me chamou atenção no livro é a forma como ele é conduzido, pois o leitor é levado a se colocar no lugar de Pat, descobrindo aos poucos os acontecimentos anteriores a entrada dele ao “lugar ruim”, o que faz com que a leitura seja emocionante e o desfecho surpreendente.
         Eu já havia lido outro livro do autor, que é Perdão, Leonard Peacock, e percebi a semelhança na narração, a utilização de cartas, assim como a linhagem que a história é conduzida, as características psicológicas dos personagens são bem marcantes, por isso acho que são livros muito bons para quem se interessa pela psicologia, pois o livro trás as duras realidades da vida, onde o protagonista sobrevive aos seus dias, lutando pela esperança de algo bom acontecer.
Alguém já leu este livro?
Me contem o que acharam!
Beijinhos, até logo <3

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Restos Humanos (Elizabeth Haynes)

ISBN: 978-85-8057-483-8
Título Original: Human Remains
Tradução: Mauro Pinheiro
Cidade/editora: Rio de Janeiro/Intrínseca
Ano de Publicação: 2014
Páginas: 320

Vá para casa e traque a porta.
Você conhece bem seus vizinhos?
Saberia dizer se eles estão vivos ou mortos?

Ao encontrar por acaso o corpo de uma vizinha em avançado estágio de decomposição, Annabel Hayner, que trabalha com análise de informação para a polícia, fica horrorizada ao pensar que ninguém, incluindo ela mesma, percebeu que havia algo errado.De volta ao trabalho, ela se sente compelida a investigar o assunto, apesar da falta de interesse de seus colegas, encontrando dados que mostram o aumento assustador de casos como esse naquele ano em sua cidade natal. Conforme aprofunda sua investigação, Annabel parece cada vez mais convencida de estar diante de um crime terrível e é obrigada a enfrentar os próprios demônios e a própria fragilidade. Será que alguém perceberia se ela simplesmente desaparecesse?
         Logo no início do livro já temos um suspense e uma descoberta, Annabel encontra o corpo da sua vizinha sentada na cadeira da sala em decomposição, e a partir daí passa a se sentir culpada por não ter prestado atenção na sua vizinha, julgando que a mulher havia se mudado, enquanto ela ainda estava dentro da casa morta. Se incomodando com o acontecimento, passa a investigar alguns dados em seu trabalho, e descobre um número assustador de casos parecidos que haviam ocorridos naquele mesmo ano.
Porém, ao apresentar os dados aos seus chefes, eles não demonstram interesse por ser morte natural e não se tratar de homicídio. Mas ela sabia que tinha algo a mais, era como se essas pessoas simplesmente parassem de existir. Um jornalista da cidade, também incomodado com o assunto lançou uma campanha Cuide do Seu Vizinho, tentado diminuir a ocorrência deste “suicídio” em massa.
Mas as tragédias na vida de Annabel estavam apenas começando e logo outro fato abala-a ainda mais passando a se sentir sozinha, sem família, sem amigos, sem alguém que se preocupasse com ela. O sentimento de solidão e desesperança é tão forte e ao mesmo tempo tão frágil que poucas pessoas percebem e não se dão conta até ele já estar alojado e filtrando todos os pensamentos, o que a torna também um alvo.
A história se passa na cidade de Briarstone no período aproximado de um ano, e se alterna entre os dois personagens principais, sendo escrita em primeira pessoa do singular.
É o segundo livro da autora que eu leio, o primeiro foi A Vingança da Maré (que não gostei muito), e talvez porque não estivesse esperando muito, me surpreendi com a história, apesar de tudo ser muito óbvio. O que eu mais gostei foi à temática, mostrando uma sociedade depressiva e individualista. Um dos personagens me chamou muito atenção por suas características peculiares (só para deixar claro, eu não gostei dele), mas ainda achei que faltou explorar mais alguns pontos e que em outras partes sobrou detalhes.

“Eu não me sentia triste, mas as lágrimas começaram a brotar, me pegando desprevenida. Lágrimas por causa do silêncio, por causa da solidão.”

O que vocês acharam da resenha?
Beijinhos, até a próxima <3

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Livros que me causaram sentimentos ambíguos

Sabe aquele livro que ao terminar de ler você não sabe dizer o que achou? Odiou a história, mas ao mesmo tempo achou sensacional? Um verdadeiro caso de amor e ódio. Isso é normal acontecer com leitores, e é sobre isso que irei falar nesse post.
Livraria Cultura
O primeiro livro que eu me lembro, foi Martine Seco do Fernando Sabino, minha mãe tinha lido no colégio e contou como ela tinha se sentido, eu ainda era novinha quando li, e senti a mesma coisa. Ao acabar de ler fiquei revoltada com o final, mas não tinha como negar que a história foi muito bem desenvolvida.
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Cantina do Livro
Depois aconteceu a mesma coisa com o Caso dos Dez Negrinhos da Agatha Christie, que também tem o título de E Não Sobrou Nenhum. Vocês me imaginam odiando um livro da Agatha? Pois é... mas aconteceu. Fiquei tão revoltada que por um bom tempo não li livros dela, mas acabei amando o livro depois. É simplesmente genial!
Aconteceu também com Fahreneit 451º do Ray Bradbury, típico de distopias! Mas não tem como negar que é um livro muito bom e como todos os outros, recomendaria muito para todos lerem e pensar sobre.
E o último que eu li que me causou esse sentimento foi A menina que não sabia ler do John Harding. Um dos principais motivos que  eu acho que pode ter influenciado é a capa da edição que eu comprei, que é bem clarinha, com uma menina segurando um livro, letras... enfim, jamais me passou pela cabeça que era um suspense. E como eu tenho o costume de ler alguns livros sem saber a história, para evitar spoilers, eu li na inocência, esperando outra coisa. Lógico que tive uma surpresa né? Mas agora também amo o livro, apesar de me sentir enganada rsrsrs e quero muito ler o segundo, pelo menos saberei do que se trata.

Agora gostaria de saber quais livros causaram essas sensações em vocês. 

Me contem!
Beijinhos <3
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