sábado, 25 de fevereiro de 2017

O apanhador no campo de centeio (J.D. Sanlinger)

Título Original: The Catcher in the Rye
Tradução: Alvaro Alencar; Antônio Rocha; Jório Dauster
Cidade/editora: Rio de Janeiro: Editora do Autor
Ano de Publicação: 1951
Páginas: 180
Submarino - Skoob
Classificação:
A história toda acontece praticamente durante um final de semana na vida de Holden Caufield, um moço de dezesseis anos que mais uma vez havia sido reprovado, dessa vez do Internato Pencey, referência para muitos, mas Holden o achava uma chatice e não gostava das coisas que acontecia lá, dos alunos, etc. exceto de um professor com quem havia se dado bem.

Era um sexta-feira, deveria ir embora apenas na quarta-feira, já que era o dia em que todos iriam para casa passar o Natal, mas aconteceu que brigou com seu colega de quarto e decidiu partir para Nova York, mas não para sua casa, apenas vagar por lá até na quarta. E então vai se encontrando com algumas pessoas, uns já conhecidos, outros desconhecidos com suas conversar confusas, que nem todas pessoas ficavam feliz em escutá-las e durante todo o tempo fumava muito. Não havia muitos amigos, pois não confiava nas pessoas.

Ele tinha três irmãos, D.B., um escritor que atualmente se encontrava em Hollywood produzindo filmes, Allie, que já havia falecido de leucemia e de quem Holden sentia muita saudades e a pequena Phoebe, que significada tudo para ele e provavelmente a pessoa com quem ele se sentia mais à vontade e realmente feliz.

O livro é narrado em primeira pessoa, onde o personagem conta uma parte da sua vida, que chama de “negócio doido” de algum lugar onde está se recuperando, provavelmente o lugar se trata de um hospital psiquiátrico, pois durante a história dá para perceber que ele poderia ter algum transtorno mental, como por exemplo, depressão.
O tempo todo o Holden se mostrou entediado, era algo como um incômodo constante, quando parecia que algo estava indo bem, acontecia alguma coisa que deixava-o totalmente perplexo e chateado. Por esse motivo achei o livro mais pesado e cansativo. É uma leitura vagarosa, acompanhar os pensamentos dele e seus devaneio. Mas acredito que é isso que faz o livro ser o que é e ter se tornado um clássico. É espontâneo. Nada de “falsidade” para dar um pouquinho de alegria, não sei se estão conseguindo me acompanhar, mas é o tipo de livro que traz a verdade nua e crua, a vida como ela é, e sim, existem muitos Holden's por ai, muito mais do que podemos imaginar.

Apesar de ter achado a obra muito interessante, e ter refletido muito sobre ela (em geral gosto de livros assim), não chegou nem perto de ser meu favorito, mas não se trata de um livro ruim, talvez foi o momento em que eu li que não ajudou muito. O final também ajudou para eu não gostar tanto, queria realmente saber como ele havia ido para “o lugar” e o motivo, além da relação com seus pais (pois em nenhum momento do livro existe uma conversa entre eles).

A edição que eu li foi emprestada da biblioteca, não tem uma capa bonita, por isso não tirei muitas fotos. O título do livro é muito interessante, e terá uma explicação sobre ele (que eu fiquei um bom tempo tentando entender e acredito que tenha chegado a uma explicação, mas não sei se é o que o autor queria passar), enfim, eu recomendo o livro, mas já vou avisando que talvez alguns vão amar e outros não.

“Quem é que quer flores depois de morto? Ninguém.” (Holden Caulfield)

Comentem o que acharam da resenha e se já leram o livro.
Até logo!

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