segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O Tempo

Nos giros dos ponteiros,
Eu me perco inteiro.
A cada batida,
Meu coração chora e desespero.

Passe mais devagar,
Não me faça pirar
Neste mundo, nesta vida,
Que uma hora é céu, outra é mar.

Com lágrimas imploro,
Pelos segundos perdidos.
Apavoro e choro,
Não serão esquecidos.

Oh como desejo que o tempo parasse!
E quando o sol despertasse,
Tempo sobrasse,
E minha vida retornasse.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Ponte para Terabítia

Título Original: Bridge to Terabithia
Tradução: Ana Maria machado
Cidade/editora: São Paulo/Moderna
Ano de Publicação: 2006
Páginas: 160
Submarino - SaraivaSkoob
Jess Aarons tem 10 anos, acaba de ingressa na 5ª série e o que mais deseja na vida é ser campeão de corrida da escola. Bem agora, quando tem todas as chances de ganhar, tinha que aparecer Leslie Burke, uma novata na vila - e, ainda por cima, menina! - para desafiá-lo e, pior que isso, ganhar dele?
Mas Jess não sabe que Leslie vai lhe propor desafios muito maiores que ganhar ou perder uma corrida. Pouco a Pouco, ele vai se afeiçoando a essa menina, tão diferente das outras de sua comunidade rural. Até que, juntos, os dois criam um reino mágico e solene, chamado Terabítia, onde governam soberanos, protegidos das ameaças e zombarias da vida cotidiana.
Nesse livro, Katherine Paterson narra um história de intensa amizade e coragem, que vai cativar o jovem leitor.

A história se passa em uma pequena vila rural, contando a história de um garoto chamado Jess que vive com seus pais e quatro irmãs, sendo as duas mais velhas mimadas, que nunca ajudam a mãe, o que irrita o menino, pois a maior parte do serviço sobra para ele, já que o pai trabalha fora. A irmã mais novinha era chorona, restando a maiorzinha das pequenas, May Belle, com quem tem uma boa relação. 
As aulas estavam para começar, e ele se encontrava muito empolgado porque havia passado as férias treinando para ganhar todas as corridas da escola, esporte que eles praticavam na hora do recreio. Até que uma manhã, ele conhece sua nova vizinha, Leslie.

"...era alguém sentado na cerca pero da velha casa do Perkins, com as pernas nuas e morenas balançando. A pessoas tinha um cabelo castanho meio arrepiado, cortado bem curtinho junto ao rosto e usava uma dessas camisetas azuis que parecem roupa de baixo, com um jeans muito desbotados, cortados logo acima dos joelhos. Sinceramente, não dava para saber se era menino ou menina."
No início ele se mostra bem resistente a amizade da menina, pois ela era totalmente diferente de todas as outras que ele conhecia. Seus pais eram escritores ricos que haviam deixado a cidade para morar no campo e ter outras experiências de vida. De acordo com a mãe de Jess, eles eram hippies. No primeiro dia de aula ele acaba convidando ela para correr, e então o esporte acaba, pois elas ganhava de todos os meninos.
Os dias passam e de alguma forma os dois vão se aproximando até se tornarem amigos. E então Jess passa a entender melhor a vida daquela garota tão diferente, com imaginação suficiente para criar um mundo só deles, mas não era um mundo qualquer, era um grandioso reino chamado Terabítia.

A história além de explorar a criatividade, imaginação, amizade, também trás temas como bullying, e como os maus tratos dos pais refletem no comportamento das crianças. Um livrinho tão pequeno, com um conteúdo tão rico e excelente!

Alguém já leu?
Me contem o que acharam!
Beijos

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

1984

 ISBN: 987-85-359-1484-9
Título Original: 1984
Tradução: Alexandre Hubner e Heloisa Jahn
Cidade/editora: São Paulo: Companhia das Letras
Ano de Publicação: 2009
Páginas: 414
Submarino - SaraivaSkoob
Como já diz o título a história se passa no ano de 1984 (pelo menos é o que o protagonista acredita), na Oceania, mais especificamente, em Londres. Um mundo onde o lema do partido é: 

“Guerra é paz,
Liberdade é escravidão
Ignorância é força”.

As construções são todas velhas e desgastadas pelo tempo e pela guerra, se destacando entre as ruínas e pobreza “as sedes dos quatro ministérios entre os quais se dividia a totalidade do aparato governamental. O Ministério da Verdade, uma gigantesca estrutura piramidal de concreto branco, o Ministério da Paz, O Ministério do Amor e o Ministério da pujança, (P. 14)”.
Em todas as casas tinha uma teletela que dava notícias do partido (e também era uma espécie de câmera que vigiava os moradores 24 horas) e em todos os lugares possíveis se encontrava um cartaz com a foto do Grande Irmão e a legenda era: “O Grande Irmão está de olho em você.”
Eles chamavam uns aos outros de “camarada”, mas ninguém possui de verdade o vínculo de amizade, e muito menos de afeto, inclusive os pais temiam ser denunciados pelos filhos, que eram fanáticos pelo Grande Irmão, e se desconfiassem de algo denunciava-os. As crianças e adolescentes eram considerados como heróis e funcionavam como uma extensão do Ministério do Amor (que era responsável pela tortura e morte daqueles contra as ideias do Partido).
O protagonista, Winston, mora nas mansões Victory, mas de mansão só tem o nome, se trata de um dos diversos apartamentos velhos e cheirando a couve estragada. Ele trabalha no Ministério da Verdade (o nome correto seria  Ministério da Mentira), fazendo revisões em edições anteriores dos jornais, de modo que todas as notícias eram reformuladas de acordo com os acontecimentos do presente, ex: se o G.I tivesse feito um pronunciamento e este não houvesse se realizado, as informações eram alteradas e o original era destruído. O que acontecia com todos e qualquer tipo de registro. 
Talvez por essa falta de passado (sem ser manipulado), Winston não se lembrava praticamente de nada do que ocorreu nos anos anteriores e da sua infância. Sabia que seus pais e sua irmã desapareceram, mas não sabia como e nem o porquê.
E motivado por um sentimento que não entendia começou a escrever um diário, sabendo que já era um criminoso e condenado a morte, pois o crime não era apenas a ação de ir contra o governo, mas o pensamento já era considerado como tal, sendo só questão de tempo descobri-lo. Então resolveu adiar esse momento o máximo possível, tentando não demostrar, seja pelo olhar, por um tique, um espasmo, uma frase solta dormindo, etc.
E conforme ia escrevendo ia no seu diário, revivia momento e retomava partes do seu passado. Mas será que seria capaz de enganar o Partido? 

“Um dia desses, pensou Winston, Syme será vaporizado. É inteligente demais. Vê as coisas com excessiva clareza e é franco demais quando fala. O partido não gosta desse tipo de gente (p. 70).”

De início consegui compreender a história, talvez por distopia ser meu novo segundo gênero literário preferido, e o livro possui várias referências. Seria como uma continuação da Segunda Guerra Mundial, mas de forma diferente, o mundo foi dividido entre três grandes partes, a Oceania, a Eurásia e a Lestásia. A população se dividia entre os Núcleos do Partido, os trabalhadores e os Proletas (que era um povo pobre e miserável). Os núcleos do partido caçavam aqueles que não haviam sido dominados e manipulados e fazendo os desaparecer, não só fisicamente, mas todo o passado da pessoa, como se ela de fato nunca houvesse existido, o que é realmente perturbador. 


"Porque se lazer e segurança fossem desfrutados por todos igualmente, a grande massa de seres humanos que costuma ser embrutecida pela pobreza se alfabetizaria e aprenderia a pensar por si; e depois que isso acontecesse, mais cedo ou mais tarde essa massa se daria conta de que a minoria privilegiada não tinha função nenhuma e acabaria com ela. (p. 226)"
Entre tantas coisas me chamaram atenção, quero destacar o jogo com as palavras e seus significados, por exemplo, o ministério da Paz era responsável pela guerra e o Ministério do Amor cabia fazer valer a ordem e as leis, torturando e matando as pessoas. E um dos personagens, o “amigo” de Winston, trabalhava para construir um novo vocabulário, a Novafala, onde todos os sinônimos e antônimos seriam anulados, com o objetivo de diminuir não somente a linguagem verbal, mas também o pensamento.

"O ato essencial da guerra é a destruição."

Posso dizer que não fiquei surpresa com o final, depois das primeiras distopias que me causaram imenso sofrimento, já estava na hora de entender como funciona esse gênero. Porém causa um certo incomodo, muitos críticos debatem a ideia do livro ser considerado uma “profecia”, mas na minha opinião o livro serve mais como uma alerta. George Orwell viveu a guerra, viu coisas horríveis, e provavelmente percebeu como o ser humano pode chegar a um estado de extrema ignorância com os demais, no sentido de não ter nenhuma empatia. E isso pode ter despertado a questão: Será possível que o homem chegue a um ponto de perder totalmente seu afeto pelo próximo? De se tornar um robô?


"As utopias negativas expressam o sentimento de impotência e desesperança do homem moderno assim como as utopias antigas expressavam o sentimento de autoconfiança e esperança do homem pós-medieval."
Acho que é uma leitura muito válida, inclusive para nos questionarmos e debatermos tais pontos. Se alguém já leu, deixe aqui nos comentários o que você achou sobre a história, vou amar saber sua opinião. E quem não leu, comente o que achou sobre a resenha, é muito importante para mim.

Beijos e até mais!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Crime e Castigo (Fiódor Dostoiévski)

 ISBN: 85-7326-208-7
Título Original: Prestuplenie i Nakazanie
Tradução: Paulo Bezerra
Cidade/editora: São Paulo/Editora 34
Ano de Publicação: 2001
Páginas: 568
Submarino - SaraivaSkoob
Não sei por onde começar essa resenha... Acabei de terminar o livro e ainda estou digerindo a história. Mas que livro! Sinto que para pode falar sobre essa obra com precisão, preciso ler mais uma, duas, vezes. Inclusive quero comprar um exemplar (porque esse é emprestado da biblioteca).
No começo a história era lenta e senti muita dificuldades com os nomes (como russo é complicate!), terminei o livro sem saber como se pronuncia o nome do protagonista, se alguém souber, por favor, me ensina! Só o nome do autor que aprendi eeee!
No início também estranhei um pouco a pontuações na escrita, parecia meio sem sentido no meio das frases e tal, mas depois se acostuma. A história em si, não é parada, logo no começo já temos uma cena a partir da qual se dará toda a narrativa (o crime, como o próprio título já diz e a sinopse também), porém as divagações de Raskólnikov se tornam cansativas.
A história é narrada em terceira pessoa, sendo o livro  dividido em seis partes.  Os capítulos não são tão longos, porém a fonte da letra é pequena. Nesta edição possui gravuras e notas do tradutor, e pesquisando fiquei sabendo que tem edições que a tradução não é tão boa, então caso forem, ler, fiquem atentos a este detalhe.

 Sinceramente eu me arrependi de não ter lido com mais "atenção", demorei muito tempo para ler (estou com esse livro desde o começo do ano) e fui lendo outros livros e deixei ele parado um bom tempo, resultado: quando voltei a ler não me lembrava de várias partes, o que atrapalhou bastante o meu entendimento em certos pontos.
"Esqueceu-se de fechar a porta após entrar, e matou, matou duas pessoas, apoiado na teoria".

Desculpa por esse resenha meio simples, mas prometo que irei ler o livro novamente e farei uma resenha bem completa, porque o livro é muito bom e merece!

Beijos <3

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O meu pé de Laranja Lima (José Mauro de Vasconcelos)

ISBN: 978-85-06-05804-6
Cidade/editora: São Paulo/Melhoramentos
Ano de Publicação: 2009
Páginas: 190
Submarino - Saraiva- Skoob
O Meu pé de Laranja Lima é um livro que eu peguei para ler lá pelos meus 12 anos de idade, porém minha mãe acabou lendo primeiro e me contou um pouco da história, dizendo que era muito triste e que havia chorado. Na época, eu até lia livro tristes, mas não me lembro o motivo falei que não ia ler porque não queria chorar. (Mas bem que eu poderia já ter lido...)
Este ano na faculdade, em uma das aulas, a professora falou sobre esse livro e me recordei que quase havia lido ele, uma amiga minha disse que eu DEVERIA lê-lo, então mais rápido possível encontrei um exemplar (na biblioteca da minha cidade) e comecei a ler às 15h00 de um domingo, tive que ir para o quarto (porque comecei a chorar na sala e todo mundo ficou olhando para minha cara), só parei para jantar, e antes das 20h00 já tinha terminado e estava com os olhos inchados de tanto chorar (na hora mandei uma mensagem para minha amiga dizendo que havia valido a pena!).
E o que faz este livro ser tão comovente? Bom, a história conta sobre a vida de Zezé, uma criança de 5 anos, mas considerada “precoce”, pois tinha aprendido a ler sozinho e fazia questões que deixavam os adultos assustados. Vivia com seus pais e irmãos em uma casinha bem simples, era uma família pobre, o pai estava desempregado e os filhos tinham que ajudar, como ser engraxate.
                De todos os irmãos, Zezé era o mais terrível, sempre aprontava bagunças, apanhando demais. Às vezes nem sabia o motivo de estar apanhando. E de tanto as pessoas falarem, ele acreditava que era um menino mal, horrível, afilhado do diabo, e por isso fazia todas essas coisas. Amava seu irmãozinho mais novo, a quem chamava de Rei Luís, e sua irmã mais velha Glória, a única que o entendia e defendia.
                Em uma família onde as necessidades básicas eram privadas, todas as pessoas estavam cansadas, a pobreza era sempre presente, o pai desempregado, a mãe doente e trabalhando, acabavam descontando toda a raiva e tristeza no pequeno Zezé, que era só uma criança carente de afeto e atenção.
               O livro é narrado em primeira pessoa (Zezé), sendo uma autobiografa, é dividido em duas partes: “No Natal, às vezes nasce o Menino Diabo” e “Foi quando apareceu o Menino Deus em toda a sua tristeza”. Os capítulos são curtos, afinal é um livro pequeno e fácil de ler. As letras são grandes e tem bastante narração.
               É um livro infanto-juvenil, mas recomendo que leiam! Vale a pena conhecer sua história e se emocionar com sua inocência e ternura.
Espero que tenha gostado!
Beijos <3
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